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AÇÃO SOCIAL E CIDADANIA (BATISTAS EM SERGIPE III)

Artigo da jornalista, escritora e pesquisadora Sandra Natividade

Publicada em 17/08/20 às 20:19h - 540 visualizações

Sandra Natividade


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AÇÃO SOCIAL E CIDADANIA (BATISTAS EM SERGIPE III)
 (Foto: Divulgação / Portal de Notícias/Viaje SergipePara levar cada)

Nunca fugir de suas responsabilidades cidadãs e cristãs, assim cresceu e resistiu aos embates a denominação batista no Brasil e no mundo. Pensar no homem como ser integral tentando sempre servir da melhor forma é tarefa nossa, seguir encorajando com esperança e amando como nos ensina a boa Palavra de Deus é missão. No ano de 1946 os batistas sergipanos organizariam sua décima primeira igreja, esta localizada na região centro-sul, Estância/SE. Era inegável o avanço da denominação em Sergipe, então, observando o número significativo de igrejas houve sob a liderança do missionário David Mein os primeiros passos para a fundação da Convenção Estadual, assim, nos dias 6 e 7 de setembro daquele ano, tendo como local a PIB de Aracaju, ocorreu a assembleia, previamente, elaborada pela seguinte comissão de programa: Hercílio Arandas - pastor,  Hilda Sobral de Faria - professora, Wilson Carlos do Amaral, Corália Campelo, José Bernardo de Oliveira - pastor, Waldemar Quirino dos Santos, Antero Alves Cunha, Jesuíno Freire de Oliveira, seminarista Benilton Carlos Bezerra e Nicanor José Santos, todos representantes da denominação na capital.  A Assembleia aconteceu e o Estatuto seria publicado de imediato, assim, portanto, formalizada a fundação da Convenção Batista Sergipana em 18 de setembro de 1946.

Com a oficialização da Convenção dr. David Mein já deixava registrado em Ata a necessidade de fundar um educandário batista com a ajuda da Missão do Norte, posterior, Junta de Richmond; houve a composição de nova comissão para a estruturação do Regimento Interno constituída pelo missionário David Mein (fundador da Convenção sergipana), Osvaldo Barreto Dantas (médico) e Hilda Sobral de Faria (professora). Doutor Mein tinha pressa para atender as altas demandas do cargo, sabia que a permanência de missionários nos estados obedece a critérios da instituição norte-americana razão pela qual, precisava implementar estruturas céleres e sólidas que dessem sustentação a empreendimentos práticos. Uma clínica viria em boa hora, o hábil Mein teria que organizar um ambulatório, estratégia de serviço para falar do amor de Deus às pessoas. Ainda em 1946, o missionário finalizava com a Junta brasileira as tratativas para trazer uma vocacionada sergipana seria Maria Clementina Lima (Caçula), primeira missionária da Junta de Missões Nacionais enviada a Sergipe, uma abnegada profissional apta para servir ao campo, formada pela Escola de Enfermagem do Rio de Janeiro/RJ e, Escola de Trabalhadoras Cristãs - área de Educação Cristã, aqui em Aracaju trabalhou em seus campos de atuação, na saúde - Hospital Santa Izabel e depois no Centro Operário Sergipano onde lecionou do 5º ano ao exame de admissão. Caçula bem versada era misto de enfermeira, professora e na igreja excelente solista. A Clínica organizada e sob a responsabilidade da enfermeira Clementina, contava, inicialmente, com seis doutores atendendo aos domésticos da fé como também e especialmente a população circundante, o expediente constava de cinco horas por dia, durante seis dias, para tratamento mensal de aproximados cem pacientes, as consultas ocorriam normalmente e eram gratuitas.

 Com o transcurso natural do tempo em 1964 chegou em Sergipe, missionária Zênia Birzniek, natural da Letônia, d. Zênia era enfermeira, radicou-se em Japaratuba/SE, utilizou sua profissão para cuidar do corpo e da alma de muitos, na área compreendendo a região do Vale do Japaratuba e Barra do Cotinguiba, ela sozinha montou uma estratégia missionária de cuidado reverberativo. O implemento do seu trabalho pioneiro projetou em Japaratuba a organização da Igreja Batista da Fé, 1973.  O fazer exemplar e o amor de d. Zênia pelas pessoas, estendeu-se a alguns povoados: Baixa Grande, Várzea Verde, Lagoa do Rato, São José, Espinheiro, Ponta dos Mangues e, nos municípios: Cedro de São João, Pacatuba, Pirambu, General Maynard; raio de ação que só o amor inconfundível de Deus, explica tanta coragem. A Ação Social permeia a Convenção da denominação com atos que contemplamos e nos leva a fazer mais – medida ou forma de ação - pode mudar, mas precisamos fazer cada vez melhor. Mulheres ajudadas por homens fizeram muito.

Um exemplo que vale registro, sob a designação de Centro de Amizade, posteriormente Casa Batista de Amizade - CBA, 1965, no bairro Santo Antônio, a figura da diretora incansável e inesquecível missionária Maye Bell Taylor, serva que produziu enquanto forças encontrou, nos traz de imediato a coragem inabalável dos pioneiros. A CBA sob a presidência do pastor Luiz Cruz dos Santos, vice-presidente Miguel Vicente Silva, secretária a eficientíssima professora Iolanda Santos de Oliveira, deixou um legado exitoso, a instituição projetada para atender uma clientela localizada à época em um dos bolsões de pobreza da zona norte da cidade, atendeu os requisitos propostos sua existência foi benção. Na inauguração do novo edifício, 1969, registrou-se a presença do representante do Governo do Estado, pastores, líderes evangélicos, amigos do evangelho e evangélicos de várias denominações. No Centro estavam disponíveis os serviços:  clínica médica, professores revezavam-se ensinando ora nos clubes bíblicos, classes de primários, juniores, senhoras, moças, rapazes; à noite os adultos tinham a oportunidade de apreender a ler e a escrever. A filantropia fluía normalmente, os profissionais eram voluntários membros das igrejas batistas. Os inscritos na instituição pessoas de baixa renda recebiam cesta de alimento, roupas, calçados, remédios, enfim, ali havia exercício da cidadania. A entidade chegou a implantar em 1993 uma instituição de ensino gradual denominado Colégio Batista Maye Bell Taylor, atendendo do maternal a 2ª série do primeiro grau fechando, infelizmente, suas portas em 2016.

É de conhecimento público que na PIB de Aracaju gestão do pastor Jabes Nogueira o exercício da ação social foi visível, criação de uma creche para ajudar as mães que necessitavam trabalhar, mas não tinham com quem deixar suas crianças; depois o labor se estendeu com a implantação da Assistência Social Missionária Zênia Birzniek – Amizeb, tarefa árdua organizando o Projeto Florescer visando abrigar meninas de rua em situação de risco; atualmente aquela instituição, inclusive com outra designação recebe os cuidados da valorosa PIB em Augusto Franco liderada pelo pastor Nilton Melo. Na administração do pastor Paulo Sérgio a PIB de Aracaju é gestora do Projeto Social dra. Suzinete Dias contemplando as unidades: Manaim e Aldeia no município de São Cristóvão/SE. Ajudar aos necessitados não é favor temos isto como missão, entretanto, com os olhos fitos no autor e consumador da nossa fé. Jesus em sua trajetória humana foi o exemplo que necessitamos ser, ajudou, curou, andou com pecadores, multiplicou alimento matando fome e sede de muitos, sempre exaltando o nome do Pai. Portanto, “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” I Co. 15.19. Enquanto pudermos corramos para o alvo, busquemos enquanto folego tivermos a estatura do varão aprovado. “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” Jo. 9.4.

 

Sandra Natividade



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