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O MASSACRE NO JACAREZINHO E A POLÍCIA QUE NÃO MAIS QUEREMOS (1) Considerações iniciais sobre esta macro tragédia urbana

Artigo do pastor José Carlos Tores, da Igreja Batista no Rio de Janeiro

Publicada em 08/05/21 às 08:59h - 248 visualizações

por Pastor José Carlos Torres


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O MASSACRE NO JACAREZINHO E A POLÍCIA QUE NÃO MAIS QUEREMOS (1)  Considerações iniciais sobre esta macro tragédia urbana
 (Foto: Rádio Boas Novas Aracaju)
O Jacarezinho (o morro e a favela nele localizada) fica na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Jacaré e bem próximo aos bairros Cachambi e Maria da Graça. 
A comunidade humana e social que a constitui o Jacarezinhos é feita, em sua quase mais absoluta forma, de pessoas maravilhosas e sempre do bem, altamente humanas, solidárias, cristãs e/ou não cristãs. Cheguei a estimar que mais de 97.5% das pessoas daquela comunidade podem ser assim descritas, e que o mesmo deve ocorrer com outras que lhes são semelhantes. 
Mas, para justificar os cuidados do Estado ou a falta deles, e ainda aprofundar o preconceito contra  aquela favela, assim como as demais, elas são mostradas e entendidas, de forma consciente ou não, como lugares perigosos, lugares de bandidos.
Tenho para mim que, à semelhança das outras comunidades marcadas pela pobreza e pela miséria, no Rio de Janeiro e no Brasil, cinco males, principalmente e entre outros, geram e consolidam a situação dificílima, sob todos os pontos de vista, em que seus moradores vivem e que tanto os perturbam:
1- A falta de serviços públicos essenciais, regularmente prestados pelo Estado e com a mínima qualidade aceitável, fator que abre espaço para a emergência de um “governo paralelo”, com todos os  consequentes serviços por este oferecidos, e que vai colocando comunidades como esta à mercê dos grupos que, à sua revelia, episódica e eventualmente as dominem.
2- Alguns poucos bandidos e pequenos narcotraficantes, pois os maiores e mais ricos não residem em comunidades pobres, desde que seu número seja visto em relação à população total da área em consideração, e com os quais a comunidade é obrigada a conviver e a defender, seja pela força e o poder das armas, seja por alguns  constrangimentos de amizade e laços familiares com pessoas que compõem esse pequeno grupo. 
3- As seguidas, desorganizadas, burras em sua estratégia e violentas incursões policiais que, sem respeitar as idiossincrasias sociais e culturais do local e do conjunto dos seus moradores, cristãos e/ou não cristãos, dentre os quais, eu o digo com a experiência de quem ali laborou pastoralmente por mais de cinco anos, tenho a honra de tê-los conhecido, e os quais até hoje enriquecem a minha vida. 
4- A existência de uma política de segurança pública(?) caótica, errática, violenta, sem compromisso com a vida e a qualidade de vida das favelas e seus moradores, cujas estratégias e ações baseiam-se (uma vez observadas suas operações) na força e poder dos seus armamentos, na invasão de surpresa, e sem licenças para isso, dos seus espaços físicos gerais e, até mesmo, do espaço ‘sagrado’ do lar dos seus moradores onde, por lei, suas polícias somente poderiam entrar com mandato judicial específico ou outra forma de autorização legal que a isso corresponda.
5- A consolidação da violência policial como a face mais visível da necropolítica de segurança pública atual, em todos os rincões deste nosso sofrido e desgovernado país, 
6-A omissão da maior parte da sociedade carioca, fluminense e brasileira, especialmente da sua classe média e dos governantes, em todos os níveis, diante das arbitrariedades perpetradas a cada dia contra pobres, miseráveis, negros, homossexuais e outros, e contra comunidades pobres, a respeito do que quase nunca se levanta a voz indignada desses e ações positivas para tentar coibir futuras práticas desse tipo, o que vai consolidando tais práticas como oficialmente aceitas e permitidas, mesmo contra todas as considerações espirituais e éticas que s…



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